A Nostalgia de Quem Nasceu nos Anos 90 e o Desejo de Voltar ao Tempo de Qualidade Perdido.

Eu nasci em 1996, no final de uma geração e no início de outra.

E como explicar esse sentimento de não pertencimento? Não me encaixo completamente em nenhuma das duas. Vi desenhos clássicos que marcaram a infância das crianças dos anos 80, mas para mim restam apenas lembranças vagas.

Brinquei na rua, sim, mas minha mãe não precisava me chamar constantemente — ela já sabia dos perigos que começavam a surgir naquela época. Quando eu tinha 8 ou 9 anos, as ruas já não eram tão seguras como foram durante os anos 90.

Dormia na casa das amigas sem me preocupar com o horário de acordar no dia seguinte. Afinal, éramos apenas crianças, vivendo o que hoje chamamos de liberdade plena.

Não cresci com um celular nas mãos. Em minha casa, não havia computador até eu completar sete anos — e internet, então? Quando ela finalmente chegou, foi um verdadeiro marco. Um evento inesquecível.

Lembro da televisão ligada na programação clássica da MTV, esperando ansiosamente pelo videoclipe do meu artista favorito. O YouTube ainda não havia chegado ao Brasil. Era uma época de ouro, vivida sem pressa, sem o peso constante das responsabilidades.

E pensar que hoje acumulamos tantas obrigações e nos esquecemos da nossa criança interior — aquela que só sonhava em ser um adulto importante… Quem dera nossa maior preocupação ainda fosse crescer.

Talvez, se não tivéssemos tido tanta pressa para amadurecer, teríamos sido mais felizes. Aproveitaríamos mais os amigos, os pequenos momentos, e aquele tempo de qualidade que nem sabíamos que existia.

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I’m Evelly

Criadora do Abre a mente, aqui escrevo sobre os livros que leio, trago apenas aqueles que mais gostei e minha sincera opinião sobre ele.

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