Em algum ponto da vida, todos nós paramos para pensar:
“O que realmente quero para o meu futuro?”
Desde pequenos, ouvimos a clássica pergunta:
“O que você quer ser quando crescer?”
Naquela época, respondíamos com sonhos e imaginação. Eu, por exemplo, ainda não sabia ao certo, mas dizia que gostaria de ser alguém importante. E, de certa forma, hoje sou. Sou importante para alguém.
Gostaria de estar empregada na minha área de formação. Ainda hoje, minha família questiona:
“Com um currículo tão bom, com tanto estudo… como ainda não conseguiu um emprego?”
A verdade é que eu queria, sim. Mas a vida tomou rumos inesperados. Aconteceram tantas coisas… que precisei me reinventar. E hoje, faço outras coisas — coisas que me preenchem, que me trazem satisfação pessoal.
Imagino que existam muitas outras pessoas por aí, passando noites em claro, se culpando por não estarem onde gostariam. Pessoas que fazem de tudo pelos outros, mas raramente recebem algo em troca. Apenas cobranças. Apenas perguntas.
No fundo, talvez tudo o que sempre quiseram fosse um abraço, um pouco de acolhimento.
Talvez só buscassem paz — aquela paz que não encontraram durante a infância, enquanto presenciavam discussões diárias, quando tudo o que precisavam era segurança emocional.
Refletir Sobre o Futuro Também É Um Ato de Coragem
Se você se identifica com essa realidade, saiba: não está sozinho. A busca por propósito, estabilidade e sentido é legítima. E cada passo, mesmo fora do caminho idealizado, pode levar você a algo maior.
Reinventar-se é um ato de coragem.
Buscar paz é um direito.
Ser importante para alguém, mesmo em silêncio, já é um grande feito.
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